Difícil descrever um amor que não seja uma montanha-russa. Se não existem altos e baixos, se o caminho é manso, se a estrada é reta, afinal, qual é a graça? A graça não é justamente o desejo de ver e não ver aquela pessoa? Não conseguir odiá-la porque a ama demais? Não poder brigar porque o que quer na verdade é abraçá-la, beijá-la, mimá-la? A graça não está em finalmente perceber que não importa o que aconteça, tudo vai acabar bem? Em aprender a perdoar? Se tudo está sempre bem, não há abraço de desculpas, não há sexo de pazes, não há momentos de puro prazer em dizer “Me desculpe, eu te amo”. E sem esses momentos, repito, qual é a graça?

– Bárbara Stecca

Podemos nunca saber onde as coisas terminam… mas todos sabemos exatamente onde tudo começa.

– Bárbara Stecca

A dor de arrepender-se do que não fizemos consome nosso ânimo e revira nossos estômagos. Não deixe acontecer. Enfie-se na multidão, corra mais rápido, diga ‘Esperem!’, diga sim, diga não, diga que quer ou que não quer, respire, grite, escolha, mas não deixe passar em branco. Prefira rir da queda à encolher-se de remorso por não ter pulado.

– Bárbara Stecca

Você usa bocas desconhecidas para afagar seu coração partido.

– Bárbara Stecca

Seja para quem você ama a felicidade que ela é pra você. Retribua, demonstre, não deixe que os bons momentos e as palavras bonitas passem em branco. Diga “obrigada”, diga “eu te amo”, diga o que está sentindo. Todo mundo gosta de saber que é a felicidade da vida de outra pessoa.

– Bárbara Stecca